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Sucesso nos anos 1980, A-Ha diz que só agora se sente como uma banda. 

18 FEV 2018
18 de Fevereiro de 2018

Se você tem mais de 30 anos, o A-Ha dispensa apresentações. A partir do momento em que o single de estreia “Take On Me” atingiu as rádios e as paradas em 1985, algo ficaria eternizado na memória de milhões de fãs – fosse o irresistível riff no sintetizador ou a imagem de ‘pin up boys’ nórdicos que decoravam os quartos das garotas na época.

Com 54 anos nas costas, o tecladista Magne Furuholmen conta que achava engraçado os gritos das mulheres nos shows naquela época. Ele continua a rir hoje, mas de alívio: “É, esses dias ficaram para trás”, disse ao UOL, em entrevista por telefone. “Agora começamos a nos comportar como um grupo.

Ter vivido no olho desse furacão midiático fez o trio norueguês ameaçar jogar tudo para o alto – e o fez de fato em 2009 --, mas só agora os garotões de meia-idade encontram a harmonia perfeita entre eles. “Estamos mais próximos como banda. Instintivamente nós começamos a nos comportar como um grupo, um grupo com o mesmo gosto. Projetamos a maneira como sentimos as coisas como algo do coração.

Apaixonado pelo país, onde o A-Ha ostenta o maior público da carreira (foram 200 mil pessoas no Rock in Rio em 1991), Magne conta que a vontade era levar o formato para o Pará ou Amazônia, em Manaus. “O Brasil obviamente é um dos lugares mais fantásticos para tocar e visitar, é onde fizemos nossas maiores apresentações”, conta.

A logística para a gravação se mostrou difícil e custosa, mas a banda deixa no ar uma possível turnê pela América do Sul em 2018. “Foi um lugar que nos últimos anos, quando voltamos, sentimos ainda havia uma relação forte com nossa música.

Maduros e filosóficos.

Sem o calor do Norte brasileiro, acabou que o acústico do A-Ha reforçou o gosto de retorno às origens. Gravado na ilha de Giske, na terra natal dos integrantes, a gravação consegue tirar frescor e fez o trio se aventurar em versões desaceleradas de seus principais sucessos. “Take on Me”, por exemplo, está quase irreconhecível no arranjo minimalista ao piano de Magne
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